03 dezembro 2010

Call of Duty: Black Ops – Análise

Postedo por Hugo C On 12/03/2010 0 comentários

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História - 10

O jogo começa contando a história de Alex Mason, que está sendo interrogado e torturado por um grupo desconhecido. Ao longo da interrogação Alex relata missões executadas por ele no passado, e o jogo coloca você no papel desse executor.

Black Ops se sustenta mais no enredo do que os outros jogos da série, e sua historia intriga o tempo todo tanto pela sua qualidade quanto pelo nível de seu detalhe, inclusive tendo personagens tirados de pessoas reais, como Fidel Castro e John Kennedy. As vezes ele se assemelha mais a um filme de ação dos anos 90 do que um jogo.

Vale a pena gastar alguns minutos visualizando cenas de corte — cutscenes — nas quais os diálogos apenas enaltecem o clima de tensão e expectativa que precede os momentos de ação.

Gráfico - 8

Os gráficos deixam um pouco a desejar. Os modelos dos personagens convencem, mas algumas texturas fazem eles parecerem “oleosos”,A interação entre certos objetos ainda desobedece às leis da física (muitos itens simplesmente “se atravessam”), e os cenários são satisfatórios.

Parece que a Treyarch não conseguiu acompanhar a evolução tecnológica, mesmo apresentando visuais bonitos. A série CoD merece um trabalho um pouco mais avançado na área gráfica, considerando que a repercussão da franquia é assustadora.



Som - 9

Dublagem impecável, efeitos sonoros completamente convincentes e ótima trilha sonora. A única coisa que impede uma nota perfeita é a dublagem de Alex, que tem qualidade inconsistente ao longo do jogo.

Gameplay - 9

Mais uma vez, muitas pessoas ficarão frustradas com a curta duração do modo principal de jogo. Tudo é muito bom, tudo é muito atraente... Mas dura pouco. Trata-se de um “infortúnio” presente tanto em Black Ops quanto nos últimos títulos da franquia.
Em cerca de seis horas, jogadores eficientes conseguem finalizar a campanha no nível Regular ou Hardened. No nível Recruit, existe a possibilidade de conhecer todos os eventos do enredo em ainda menos tempo. Um tanto decepcionante, não?

lack Ops é tão bem polido em sua jogabilidade quanto os seus antecessores. A localização para a década de 60 feita pela Activision é magistral, contendo armas de época, composição das fases convincente e muitos detalhes pequenos que satisfazem.

As fases conseguem se manter refrescantemente divertidas, e apesar do caos da batalha ser uma constante, cada estágio do jogo tem seu diferencial. A oscilação da dificuldade pode incomodar um pouco nas áreas onde o combate é mais intenso, até porque a inteligencia artificial dos seus aliados é completamente incompetente, mas isso é provavelmente intencional já que o jogo seria facil demais se fosse de outra maneira.

Como muitos já sabem, a área multiplayer sempre foi um dos pontos fortes da franquia. Em Black Ops, apareceram novidades intrigantes nessa parte do jogo. Desta vez, o jogador não somente desbloqueia armas, acessórios e ações extras — os famosos Perks — enquanto passa de nível, mas também adquire dinheiro.

Os CoD Points formam a “moeda” do game e são gastos em praticamente tudo: armas, acessórios e até mesmo contratos. Há tipos diferenciados de contratos disponibilizados de tempos em tempos. Um bom exemplo de Contract é executar três tiros na cabeça (headshots) sem morrer. Nesse caso, você não recebe apenas dinheiro, mas também pontos de experiência. É importante reforçar que os contratos mais difíceis custam mais caro, porém oferecem recompensas mais generosas.

Além disso, foram feitas mudanças em outras partes do modo multiplayer. Agora, você tem a chance de alterar até mesmo o tipo de soldado controlado, podendo escolher um dos biótipos disponíveis. Até dez classes podem ser criadas, sendo que os desenvolvedores criaram vários novos Perks e modificaram outros. Por exemplo: usando o Last Stand (“prolongar” a morte, equipando uma pistola enquanto ferido no chão), o combatente pode se arrastar enquanto tenta atirar nos inimigos.


Nota Final - 9

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