05 dezembro 2010

Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 2 - Análise

Postedo por Hugo C On 12/05/2010 0 comentários

História - 10

A trama de Ultimate Ninja Storm 2 segue os mesmos passos da saga Shippuden do anime/mangá, ou seja, imediatamente após o primeiro. Depois de dois anos e meio treinando com Jiraya, Naruto está de volta a Vila Oculta da Folha e agora tem que encarar o maior desafio da sua vida, a organização Akatsuki, enquanto busca uma forma recuperar seu amigo Sasuke.

O jogo reproduz momentos épicos da história como o resgate do Kazekage e a incrível batalha contra Pain. Vários momentos icônicos da série Shippuuden marcam presença no modo Aventura, que surpreende mesmo àqueles que já acompanharam os eventos no anime/mangá.

Apesar de pouco elaborado, o modo Aventura serve como um grande “serviço aos fãs” que poderão participar dos principais momentos da franquia. Além disso, a progressão nesta modalidade também serve para desbloquear novos personagens que poderão ser utilizados nos outros modos de jogo.

Gráfico - 9

Os gráficos são outro ponto alto do jogo. A utilização do famoso filtro cell-shade esconde a maioria dos problemas e apresentam visuais com um estilo singular, muito próximo das animações feitas para televisão.

Durante as lutas contra os chefes o jogo oferece transições belíssimas em meio à ação. Mas é nas cenas de corte que os visuais realmente se destacam, apresentado a trama com muita qualidade em vídeos impressionantes.

Qualquer deficiência técnica é superada pela captura competente do clima do anime. Dos personagens e cenários — especialmente a Konoha do modo Aventura — até os efeitos especiais próprios dos golpes mais explosivos, os visuais de Ultimate Ninja Storm 2 agradam sem fazer muito alarde.

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Som - 10

A dublagem original em japonês, com os mesmos dubladores do anime com legendas deixa o jogo ainda mais parecido com o anime.

Gameplay - 8,5

O sistema de combate é capciosamente fácil. São apenas dois botões de ataque, um de defesa e outro de pulo. Porém essa dinâmica simplista esconde um esquema engenhoso e que, apesar de facilmente aprendido, requer muitas horas para ser totalmente dominado.

As nuances do combate aparecem na hora de utilizar o chakra — a energia “mágica” dos ninjas. Conforme o chakra é acumulado, você pode utilizá-lo para modificar seus movimentos básicos.

Isso significa que você pode usar o chakra para executar um supersalto, esquiva, ataque ou até mesmo como combustível para bombas e outros ataques de longa distância. Quando você combina os golpes normais com efeitos criados a partir do uso do chakra, as lutas se tornam muito mais interessantes.

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Além disso, você também pode contar com uma ajudinha dos seus amigos. Se a opção estiver habilitada, o jogador pode levar três lutadores para cada combate, um principal que será controlado por você e outros dois que ficaram de apoio.

Quando convocados, estes companheiros de equipe entram momentaneamente na ação para executar um determinado movimento especial. Cada lutador possui uma habilidade específica e são especializados em defesa, ataque ou em uma mistura equilibrada de ambas as técnicas.

Você pode utilizar seus companheiros para criar combos incríveis que atordoarão seus oponentes deixando-os expostos ao seu golpe final e no final das contas um jogo de luta com apenas um botão de ataque acaba se transformando em um sistema rico que aposta na técnica e experiência dos jogadores.

E se isso não bastasse, ainda temos as lutas contra os chefes durante o modo Aventura, que rendem alguns dos momentos mais interessantes do jogo. Todo o embate é definido por uma determinada quantidade de estrelas alcançadas pelo jogador.

As estrelas são obtidas quando você inflige certo nível de dano em seu inimigo, o que desencadeia um mini jogo (quick time event), se você pressionar os botões certos na hora certa, você ganha um número variado de estrelas.

O elenco de lutadores, com mais de 40 personagens traz os principais nomes da série, mas deixa de fora alguns grandes favoritos dos fãs — como Zabuza Momochi, Hiruzen Sarutobi e Tayuya.

Além disso, a maioria dos personagens está bloqueada e alguns só podem ser habilitados pelo modo Aventura.

O modo aventura é interessante, mas ainda precisa ser trabalhado. As missões e a forma como a trama é apresentada estão bem articulados, todavia, as tarefas secundárias são banais e não acrescentam nada à evolução do personagem. Seria interessante ver missões mais inteligentes e mais liberdade de exploração — algo limitadíssimo nesta edição.


Nota Final - 9

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