História - 9
A história é o aspecto mais forte do jogo, conseguindo empolgar os aventureiros do início ao fim. Viradas repentinas, cenas chocantes e passagens de ação dão vida ao espetáculo da Idade Média. Os elementos que reforçam o conto são as passagens em vídeo, vistas entre os estágios, e a coleta das informações dos outros cavaleiros da Ordem.
O jogo tem como personagem principal Gabriel que participa da Broterhood of Light (Irmandade da Luz). O grupo tenta a todo custo proteger o Mundo dos Lord of Shadows (Senhores das Sombras). Gabriel entretando tem seu motivo particular para enfrentar os monstros, sua mulher foi assassinada pelos terrores da escuridão, mas , a alma dela ficará meio viva e meio morta , então ela ajuda Gabriel a meio que salvar o Mundo.
Gráfico - 9,5
Som - 9,5
Podemos dizer que não temos nenhuma reclamação em relação ao áudio do jogo ou à trilha sonora. O conjunto sonoro é harmonioso, tendo ótimas composições clássicas e dublagem de altíssima qualidade. Se for jogar Castlevania: Lords of Shadow, erga o volume da televisão ou prepare o seu melhor fone de ouvido.
Gameplay - 8
Um dos aspectos que mais chama a atenção são os combates, que emula o estilo de "God of War". Gabriel Belmont, o protagonista deste "Castlevania", manipula um chicote de um jeito similar às Blades of Fury do espartano Kratos, e enfrenta horríveis criaturas com violência. Mas a brutalidade é bem mais leve que a do game com o deus da guerra: aliás, a Mercury Steam, estúdio espanhol que fez o game, até se conteve para um título não recomendado para menores de 17 anos nos Estados Unidos (talvez tenha sido ajustado para que, no Japão, não receba o temido selo Z, para maiores de 18 anos).
As magias são de dois tipos - a da luz, que faz os golpes recuperarem a energia do personagem, e a da treva, que aumenta os danos e o "stopping power" - e usam uma energia especial, fornecido pelos inimigos mortos (como no "Ninja Gaiden" moderno). As armas secundárias - olha uma característica tradicional de "Castlevania" - estão potentes: a faca, por exemplo, mata os inimigos menores com apenas um tiro (e olha que ainda existe a versão explosiva desta), e o cristal, com uma apresentação épica digna de um "summon" de "Final Fantasy", praticamente pulveriza todos os oponentes que estiverem na tela. Obviamente, essas armas são relativamente limitadas.
O segredo de "Lords of Shadow" é saber dosar combate com exploração e quebra-cabeças num bom ritmo. Os momentos de maior intensidade, durante as lutas, são intercalados com partes em que o jogador procura por itens e resolve enigmas. As soluções não são difíceis, mas exigem alguma dose de pensamento analítico, e se o jogador não conseguir visualizar uma saída, há uma opção que libera a resposta na hora (afinal, ninguém gosta de ficar empacado). A penalidade é apenas não receber pontos que servem para liberar novos movimentos (no entanto, os inimigos também fornecem pontos). Além disso, há chefes enormes intitulados de titãs, cuja mecânica de jogo vem diretamente do cult "Shadow of the Colossus". Ou seja, o jogador tem que descobrir um jeito de escalar o corpo desse inimigo colossal, e destruir os pontos fracos. Essa é uma atração à parte no game.
O jogo é dividido em 12 capítulos e cada um deles possui diversas fases - não se trata de um mapa único. As fases são basicamente lineares, mas existem bifurcações e áreas escondidas, onde se podem encontrar vários itens secretos. O fato de poder repetir as fases ajuda os novatos, já que podem se dedicar a procurar objetos que ajudem a melhorar o personagem e ganhar mais dinheiro, liberado mais golpes. Além disso, uma vez vencida, cada um dos estágios libera um desafio extra: o replay impõe condições, como derrotar um número "x" de oponentes, não usar magias ou termina dentro de um tempo determinado.
Nota Final - 9
0 comentários:
Postar um comentário